Tudo é uma questão de semântica.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Perdão, Ana.



Perdão Ana, venho através desta, corresponder minhas dores até ti
Dizer que paguei cada fagulha que te corroeu
Que sinto forte cada fisgada
Do voo doo que você me ofereceu
Entrei numa estrada que não era minha
Estrada que não levou, nem você, nem eu
Feri os frutos das tuas noites insones
Os frutos do teu ventre de digna mãe
Da forma como jamais serei
Paguei pelas noites que roubei tua companhia
Pelas tardes que nem chegaram
Perdoa Ana, e me livra
Desse karma que aqui paira só meu
Eu seco a cada segundo um pouco mais
Eu sinto a chaga interna que queima
As agulhadas acompanhadas
De tuas mais dolorosas gargalhadas
A vingança é palavra pesada
Mas que deixa clara a tua lei
A lei do aqui se faz, aqui se paga.
Livrai-me
Oh, Ana.