E eu que quase surto a me ver
Neste par de espelhos de
histórias
Ou não surto mais por já ter completado
O ciclo de surtos
incuráveis,
Que embrulham todos os falhos arquivos da memória
E eu que me vejo de encontro com estas janelas que guardam a
placa que diz:
Aqui jaz, amor, carinho, amizade e tudo o mais.
E me perco ao vão
E me perco ao chão
E me pergunto
Como faço
Para manter-me de pé diante do espelho?
Como faço
Para manter-me de pé?
Como faço
Para manter-me mulher?
Como faço
Para deixar de cuspir linhas
E outras linhas
Sempre
que encontro tais janelas?
Mesmo que seja um evento mais duvidoso
E catastrófico
Que o próprio
final de todos os mundos...
Como faço?
Ainda há algum mundo escondido atrás destas janelas?
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