Tudo é uma questão de semântica.

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Remédio II


Devora bem, uma garrafa de vinho como ninguém
Sorri entre as pernas e pelos da alma
É pele sem demora
Devora bem, a minha carne como ninguém
E devora meu âmago torturado
Pela infelicidade de não saber esperar
Devora bem, meu instinto famigerado
Minha sede amanhecida
Meu por do sol engaiolado
Minha brisa de noite fria
E devora bem meus suspiros de luxuria
Meu prazer que divaga só em mim
E devora bem, meus olhares provocantes de
Te quero hoje, te quero agora
E devora bem, meus suplícios e meus vícios
De carne e de ardor
De ardor, de ardor

De ar... de dor...

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