Tudo é uma questão de semântica.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

PSEUDO-TATO-PÓS-MODERNO



O problema é que já passava das duas da madrugada,
E não havia mais ninguém com quem se pudesse falar.
Todos bêbados
Ou dormindo
Ou trepando
Ou morrendo
Fui aprendendo aí, a divagar só.
Foi quando
       Num surto
               Soturno
                    Percebi
                           Que era
                                  Essa
                                       A chave!
E então eu quis contar, quis correr e quis dizer:
-Ei babacas, não preciso mais de vocês!
...Mas aí já passava das duas da madrugada;
 E já não havia mais ninguém com quem se pudesse falar...
Pensei no engano
Juntei os restos
Não trepei,
Não morri,
Mas embriaguei, e dormi.



segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Rascunhos...

Ainda revirando meus pertences, e desfazendo de muitos deles, me deparei com uma caixa cheia de rascunhos, dentre eles, este datado em fevereiro de 2012, com hora e local, que dizia assim:



Mais forte do que o próprio eu
E bem mais dominante que minha própria força
Bem mais forte que a própria vontade
Que quer bem mais que o próprio infinito
Mais que sede de carne e pele
Mais que pele enroscada. Carinho,
Mais que saliva quente, beijo doce
...e mais que o doce, o real.
Vontade inesperadamente saciada
Aquelas ilícitas vontades, de outrora
A poesia finalmente vivida
E o gosto do lugar, agora encontrado
Vivências compartilhadas que se enroscam cada vez mais
E a certeza? Agora sem medo.


...Nunca terminei. Nem vou.