Ainda há peito pulsante em meio a esse caos
Ainda há cheiro de madeira na tua casa
E voltei a evaporar fumaça em tua janela
A rua vazia, poucos passantes, a vontade nua
A toalha no chão
Eu me rendo a toda a tua especulação
Insistência febril
Teu hálito ainda quente
E tua voz, agora não tão rouca
Mas ainda, e, cada vez mais envolvente
Não fujo mais da loucura que ainda existe nesse caos
E se em meio a toda essa guerra é com teus olhos que
encontro...
Leves-dispostos-desejando-quase gritantes
Com dores iguais
Medos iguais
Enlouqueço sim, e te mostro de onde vem meu kaos
E me jogo!
Teu chão tem todas as minhas marcas agora
Teu gato ainda me olha com cuidado
Meu batom ainda estava em tua camisa
Minhas unhas ainda cravadas nas tuas costas
Tua saliva ainda posta em minha pele
Minha língua ainda macia em teu peito nú
Minhas pernas ainda tremiam...
E o cheiro de madeira da tua casa, agora ficou!
Dessa vez o vento não leva
Não arrasta, não acaba, não carrega
Ou terá que levar junto
Todas as cenas obscenas
Que sei que vais perceber
Como um fantasma te perseguindo
E te despindo sempre com minha insaciável vontade de ti
Todos os próximos
dias, com todos
Absolutamente todos os cômodos da tua casa
Por onde deixei meu rastro
Meu cheiro
Meu batom
Meu gozo
Meu cigarro
Amanhece, levo meu caos, me recolho, me cubro
E aí, brincando contigo, deixo risonha
E leve, minha apaixonada-sexual loucura.
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