Tudo é uma questão de semântica.

terça-feira, 20 de junho de 2017

A história das mentiras pseudo-sinceras




A decadência do pó que fica por baixo dos móveis
O silencio da sala vazia que ocupa o vácuo causado pelo vácuo
Construindo constantemente escadas que te movem em direção à avalanche
O sexo casualmente salvador de quem?
A abstinência literária-sexual-amigável-mórbida/companhia
O estar indo não sei bem o porquê nem muito menos para onde
Tentando ludibriar inútil e não tão mais sutilmente as questões que pairam
E pairam a cada passo pisado, um pouco menos sutil
E as mentiras não mais tão sinceras,
Mas licor necessário para seguir o “não sei por quê nem muito menos para onde”
O olho amarelo que te observa
Único a te contar verdades
E te lê
As palavras seguem traindo
Não sei muito bem a quem
Nem mais porquês
A falta paira leve como tijolo estilhaçado
Mas não se sabe mais de quem
Uma moeda com duas caras, ou duas moedas com caras diferentes?
Por que? Para quem? Para onde e quando?
A empatia ficou presa na abstinência, e segue-se sem todo o resto.
Só o vinho fica

Mais uma vez. 

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Poema sobre coisas, e um talvez



Vou te contar uma coisa que talvez tu não saibas
Teu rosto sorrindo é combustível para seguir essa caminhada
Cujo final eu não sei onde vai dar
Teus olhos quando me fitam
É como se num salto me vissem
E eu vou
Seguindo esse caminho cujo final eu não sei onde vai dar
Enquanto tuas mãos de amigo seguram a minha
Um calafrio percorre minha espinha
Enquanto teu sexo me invade
Eu contigo fiz amor
E isso é umas das coisas que talvez tu não saibas
Dentre tantas
E tantas
Eu sigo esse caminho
Cujo final

Quem sabe?