Em meio a porras e ais
e gritos desnecessários,
minha lucidez cresce tanto que me sobra
Sobra tanto, que assombra
Um dia ela se joga
daquele velho banquinho.
Quem sabe?
Quero antes o
lirismo dos
loucos, o lirismo
dos bêbados,
O lirismo difícil
e pungente dos bêbados,
o lirismo dos clowns,
de Shakespeare;
- Não quero mais
saber do lirismo
que não é libertação.
-Manuel Bandeira
Amor, então,
também, acaba?
Não, que eu saiba.
O que eu sei
é que se transforma
numa matéria-prima
que a vida se encarrega
de transformar em raiva.
Ou em rima.
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