Quando juntos, certa vez
Choveu
E enquanto a chuva estalava
e freneticamente molhava o telhado
(Barulhenta)
Tuas mãos igualmente frenéticas
Molhavam a mim.
E de repente,
choveu!
Tanto
que a cama
flutuou.
choveu!
Tanto
que a cama
flutuou.
Quero antes o
lirismo dos
loucos, o lirismo
dos bêbados,
O lirismo difícil
e pungente dos bêbados,
o lirismo dos clowns,
de Shakespeare;
- Não quero mais
saber do lirismo
que não é libertação.
-Manuel Bandeira
Amor, então,
também, acaba?
Não, que eu saiba.
O que eu sei
é que se transforma
numa matéria-prima
que a vida se encarrega
de transformar em raiva.
Ou em rima.
Nenhum comentário:
Postar um comentário