Desculpe-me pela inconveniência
De te querer desta forma
De pensar em ti até que amanheça
E sorrir quando você me acorda
Desculpe-me por não ter te procurado
Nas horas e lugares certos
Por ter deixado a vida seguir
Por caminhos tão incertos
Me desculpe por pedir desculpas
Quando não sinto a culpa
E me desculpe pela falta da culpa também
Me desculpe por te desejar
Assim todas as horas em que respiro
Me desculpe por ser assim
E te querer a pele
Te querer matar a sede
Te querer queimar o corpo
Desculpe-me por não ter coragem
De saciar meu desejo
Matar-te a bilhões de beijos
Implorar para ficar
Me perdoe pelo tempo, que me falta
Pela impossibilidade de viver
Essa luxúria que me queima
Esse desejo que me arde
E me faz ranger os dentes
De imaginar teu peso sobre mim
Me desculpe pelo não posso
Mas é que a vida
Achou de brincar de me espancar
Com tapas sem mãos
Com luvas de películas
Com faltas que não posso saciar
Me desculpe pela ausência da culpa
Mas é que as coisas
Por si só, meu bem
Já são demais para pesar.
domingo, 30 de junho de 2013
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