Gosto de gente doidona
Que aprecia um bom papo
Um bom vinho
Que se sente à mesa de um bar qualquer
E fale de decoração ou poesia
Gente que não se prende...
À preguiça de corpo
À preguiça de mente
Que seja incansável e
Mantenha a juventude
A plenos 80 anos
Ou 80 passos
Que grite a plenos pulmões
Que ame a plena pele
Que aposte a mesma no amor
A qualquer coisa que a seus olhos
seja amável
Gente sem cheiro de cheetos
Sem medo de altura
Sem medo da madrugada
Que não canse
E se cansa
Que descanse junto e sem roupa
Que acorde os acordes
E deixe fluir
Fluir os fluidos
Fluir a mente
Que seja gente
Que me devolva pra mim
Ou me mostre um alguém melhor
Gosto de gente que ri a toa
Que não mede esforços
Que coma junto
Que socialize até com os
passarinhos
Que não tenha medo de perder
Que erre sempre que desnecessário
Que ame a qualquer hora em
qualquer lugar
Gente que não se fecha pra o que é
bom
Nem pra o que é ruim
Que não se fecha pra si
Gente que não vê mal algum em
falar bobagem
Que ouça música até de madrugada
Gente que torra as ideias na beira
da praia
Beije a boca e não fuja da razão
Ande descalço e de mãos dadas
Mas que seja no asfalto urbano às
3 da madrugada
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