É preciso alimentar o monstro
O monstro da vulgaridade
Monstruosa insanidade
Insanidade nada particular
É preciso ferver o sangue
E deixar a pele falar
Minha sede devora teu pudor
O mata e suplica
Mata-me lentamente
Como os franceses em seus risos recatados
Acende-me novamente o veneno
E joga-me na fogueira das paixões proibidas
Violenta essa culpa que me atrai
Relembra a cólera
Relembra o vidro embaçado
Relembro o riso perdido na fumaça
Destrói essa falta de tudo
E me mata no fim
Violentamente
A mais bela violência
Aquela dos franceses,
lembra?
Aquela a quem chamam
Pequena morte.
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