Acabo de injetar sangue de barata nas minhas veias
Pois todos nós estamos expostos a situações como esta
E todos estão lá fora, rindo por dentro
Destilando venenos estragados
Tudo já passou da validade
Maldita seja nossa covarde coragem
E eu ri de mim mesma querendo chorar
Porque é muito perigoso para a saúde do corpo
E o bem da mente
Quando as desculpas param de funcionar
Minhas mãos estão cada vez mais dormentes
Já não estou tendo como me segurar
E a água parecia petrificada no fundo do copo
E o sangue parecia sumir de ambos os corpos
Era tudo verdade
Mesmo sendo tudo mentira
Meus, teus, nossos porquês
E eu preparava novamente o tabuleiro
Para reiniciar o jogo de xadrez
Todos nós um dia traímos a nós mesmos
Se a nós mesmos, porque preocupar-se com segundas pessoas então?
A chuva sempre ameaçava cair no mesmo horário
Como se quisesse fazer-se cúmplice daquela história toda
Ela olhava o horário
Ele procurava um novo itinerário
E a carne novamente começava a tremer
Ele vê coisas, ela mostra coisas
E os dois não sabem que caminho percorrer
terça-feira, 23 de abril de 2013
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Amiga, já te falei que adoro esse teu estilo furioso de escrever??
ResponderExcluirQuando se abafam gritos na garganta,as vezes pesa,e é inevitável que se escorra pela ponta dos dedos,algumas pessoas chamam de palavras,outras,de poesia!
ResponderExcluirBeijos amigo!