Tudo é uma questão de semântica.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Essa Coisa Tua

Essa coisa tua
Que vezes me apavora
Causando dores na espinha
Vez me acalenta
Causando paz desconcertante
Essa coisa toda
Que vezes me apavora
Vez me vem leve
Como um sopro
Outras vezes me vem forte
Como um vendaval
Esse amor tranqüilo
Essa paz amável
Esse beijo guardado
Essa vontade feroz
Esse doce invólucro
Que me acalenta
Que me angustia de uma forma que eu gosto
Gosto tanto que me deixo angustiar
E essa certeza? Onde guardar?
Essa certeza de que a vida escreve torto
Por entrelinhas analfabetas
Mas é essa coisa tua, meu amor
Que me ilumina
Me alimenta
Me acalenta
E me da paz
E a certeza de que vou levá-lo comigo
Por cada passo que quiser andar
E essas cores todas?
E essa coisa toda?
E essa coisa tua?
Que me tomou como um destilado
De uma vez
Num só gole
Numa só embriaguez
E essas cores todas?
Sabe meu amor, vamos guardá-las!
E tê-las em paz
Quem sabe em outros carnavais?

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