Tudo é uma questão de semântica.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Chuva

E a noite então guardava ainda todo o segredo
Silenciosa ela me observava como um assassino
Como um lobo espreitando a sua presa
A muito presa querendo libertar
Libertar o demônio das noites chuvosas
Saindo do seu próprio corpo
Voltando pro mesmo lugar
Neblinosas eram as ruas
As casas-carros, tiros certeiros
Soltos em meio à neblina
E meu pesar traiçoeiro
    [Que bem sei como a química explica
‘’Ela pôs-se a sentir toda neblina no rosto, deixou a alma voar,saiu do lugar’’
E eles postos em volta dela
A observá-la pela janela
Até a vontade saciar.

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