Tudo é uma questão de semântica.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Desnuda Lua...

Duas luas
Uma para cada um de nós
Luas para usarmos os lençóis
Fazermos dele nosso leito
Nosso eterno travesseiro
Fazer-me te fazer
Derramar e mergulhar
Banhar em teu peito
Colo
Me junta desse mundo
Em que vago perdida
E em tom de despedida
Irei me redimir
Das luas tuas, nossas
Vontades ilícitas expostas
Da ate vontade de sorrir
Duas luas
Uma para cada peito
Para nossos defeitos
Deletérios perfeitos
Históricos metafóricos
Histéricos gritos estreitos
Peito
Arranca sem receio
Arranca a roupa a vontade e as verdades
Devora com tua sagaz voracidade
Não meça palavras
Não meça chão
Pois tudo que me vive, me faz
E te ter por entre e sempre
Minhas pernas, minhas mãos.

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